10/09/2013

Os Dioskúroi

(Tradução in fierii; para ser emparelhada com esta)

Os Dioskúroi

Vós nobres irmãos nas alturas, imortal
Astro, a vós vos pergunto, Heróis, qual a razão
De eu Lhe ser tão subserviente e
Porque é que o Forte me toma para si.

Isto porque apesar de ser pouco, é o Uno que tenho comigo,
E por ninguém o querer devo trocá-lo, uma boa Sorte,
Um Permanecer límpido, puro,
E virado para a memória dos vívidos dias.

Mas este Uno diz-me onde quer que eu
Dirija a música das minhas cordas e eu faço-o.
Sigo-o com o meu canto para
As trevas dos Corajosos e nele me afundo.

«Com Nuvens», cantaria eu, «beber-te-ia a Tempestade,
Chão trocista, mas com o sangue do Homem,
Cala-se, e santifica-se, quem em vão o seu igual
Interrogaria nas profundezas e nas alturas.»

Friedrich Hölderlin. Tradução minha.


Die Dioskuren

Ihr edeln Brüder droben, unsterbliches
Gestirn, euch frag ich, Helden, woher es ist,
Daß ich so untertan ihm bin und
So der Gewaltige sein mich nennet.

Denn wenig, aber Eines hab ich daheim, das ich,
Da niemand mag, soll tauschen, ein gutes Glück,
Ein lichtes, reines, zum Gedächtnis
Lebender Tage zurückgeblieben.

So aber er gebietet, dies Eine doch,
Wohin ers wollte, wagt ich mein Saitenspiel,
Samt dem Gesange folgt ich, selbst ins
Dunkel der Tapferen, ihm hinunter.

»Mit Wolken«, säng ich, »tränkt das Gewitter dich,
Du spöttischer Boden, aber mit Blut der Mensch,
So schweigt, so heiligt, der sein Gleiches
Droben und drunten umsonst erfragte.«

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