3.23.2011

esquece-te do século xx; ou: finis pontis

When on a summer's day the butterfly
settles on the flower and, wings
closed, sways with it in the
meadow-breeze. . . .


            All our heart's courage is the
                echoing response to the
                first call of Being which
                gathers our thinking into the
                play of the world.

            In thinking all things
                become solitary and slow.

            Patience nurtures magnanimity.

            He who thinks greatly must
                err greatly.


Martin Heidegger. Poetry, Language, Thought. Albert Hofstadter (trad). Perennial Classics: 2001

esquece-te do século xx

O interesse no universal ou no geral tende a criar uma espécie de cegueira no que toca ao particular e ao único. As regras políticas provenientes da experiência exprimem as lições que se tiram do que teve sucesso ou do que fracassou até ao momento actual. Por conseguinte, não são aplicáveis às novas situações. Por vezes, surgem novas situações em reacção às mesmas regras que a experiência anterior, que nunca fora refutada, pronunciava como universalmente válidas: o homem é imaginativo no bem e no mal.

Leo Strauss. Direito Natural e História (260). Miguel Morgado (trad). Edições 70: 2009

os teus cabelos de cinza Sulamith

A certa altura uma geração parece concentrar em si toda a flama do potencial humano, e consumi-la nas trevas frias da noite. É lícito afirmar: tinham paixão. Martin Heidegger, Leo Strauss, Walter Benjamin, Gershom Scholem, Hannah Arendt, Carl Schmitt, Hans-Georg Gadamer, Eric Voegelin, Alexandre Kojève, Karl Barth, só para vagamente enumerar os que me têm vindo a prender o futuro dos sonhos.

On another note, penso que vou deitar abaixo esta ponte.

3.05.2011

Philosophia Analítica No Seu Pior

Tirado daqui.

Qualquer filosofia que reduza a fórmulas lógicas e deontológicas a relação antropológica com o divino é um monte de merda. Vão mazé pra casa ler Kierkegaard. É solipsismo ao pior nível. Afirmar que num qualquer momento de epiphania, quer real quer ilusório, iremos estar a calcular logicamente a nossa reacção é claramente a fantasia de quem nunca saiu de casa, nem nunca levou a sério o seu assunto a ponto de o pensar fora da abstracção da nossa folha quadriculada (e tua res agitur). Eu bem que tento não ser dogmático e ir-me espraiando para o lado analítico da nossa disciplina, mas assim tá difícil.

3.01.2011

Cavafy



Esta photo faz-me lembrar imenso esta descrição do Cavafy.

"a greek gentleman in a straw hat, standing absolutely motionless at a slight angle to the universe" - EM Foster