Natal
Fernando Pessoa
Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.
Pois também este blog não resiste ao inevitável poema de Natal.
12.25.2009
A Happy Birthday
Um Feliz Aniversário
de Ted Kooser
Esta noite, sentei-me ao lado duma janela aberta
e li até já não haver luz e o livro
se ter tornado nada mais que um pedaço das trevas.
Podia ter ligado facilmente um candeeiro,
mas quis levar este dia até ao fundo da noite,
sentar-me sozinho e acariciar a página ilegível
com o fantasma cinzento pálido da minha mão.
A Happy Birthday
by Ted Kooser
This evening, I sat by an open window
and read till the light was gone and the book
was no more than a part of the darkness.
I could easily have switched on a lamp,
but I wanted to ride this day down into night,
to sit alone and smooth the unreadable page
with the pale gray ghost of my hand.
in Delights and Shadows, Ted Kooser, Copper Canyon Press
de Ted Kooser
Esta noite, sentei-me ao lado duma janela aberta
e li até já não haver luz e o livro
se ter tornado nada mais que um pedaço das trevas.
Podia ter ligado facilmente um candeeiro,
mas quis levar este dia até ao fundo da noite,
sentar-me sozinho e acariciar a página ilegível
com o fantasma cinzento pálido da minha mão.
A Happy Birthday
by Ted Kooser
This evening, I sat by an open window
and read till the light was gone and the book
was no more than a part of the darkness.
I could easily have switched on a lamp,
but I wanted to ride this day down into night,
to sit alone and smooth the unreadable page
with the pale gray ghost of my hand.
in Delights and Shadows, Ted Kooser, Copper Canyon Press
12.20.2009
Príncipe do Egipto
Esta cena, tirada do filme "Príncipe do Egipto", é uma das mais belas cenas animadas que já vi. Justifico essa afirmação com uma citação da Poética (todo o post condigno tem de ter uma citação da Poética), onde o Mr. Tótles afirma que
"As coisas que observamos ao natural e nos fazem pena agradam-nos quando as vemos representadas em imagens muito perfeitas como, por exemplo, as reproduções dos mais repugnantes cadáveres."
Também gosto muito da música, e se calhar ainda mais na versão italiana, aqui.
Geoffrey Hill #1
September Song
born 19.6.32 - deported 24.9.42
Undesirable you may have been, untouchable
you were not. Not forgotten
or passed over at the proper time.
As estimated, you died. Things marched,
sufficient, to that end.
Just so much Zyklon and leather, patented
terror, so many routine cries.
(I have made
an elegy for myself it
is true)
September fattens on vines. Roses
flake from the wall. The smoke
of harmless fires drifts to my eyes.
This is plenty. This is more than enough.
Cântico de Setembro
nascida 19.6.32 - deportada 24.9.42
Indesejada talvez tenhas sido, intocável
não foste. Não esquecida
ou ignorada quando o momento chegou.
Como era de prever, morreste. As coisas foram andando,
de modo adequado, para esse fim.
Só que tanto Zyklon e cabedal, patenteado
terror, tantos gritos de rotina.
(Eu compus
uma elegia para mim é
verdade)
Setembro engorda com as vinhas. Rosas
nevam da parede. O fumo
de fogos inofensivos deriva até aos meus olhos.
Isto é tanto. Isto é mais que suficiente.
born 19.6.32 - deported 24.9.42
Undesirable you may have been, untouchable
you were not. Not forgotten
or passed over at the proper time.
As estimated, you died. Things marched,
sufficient, to that end.
Just so much Zyklon and leather, patented
terror, so many routine cries.
(I have made
an elegy for myself it
is true)
September fattens on vines. Roses
flake from the wall. The smoke
of harmless fires drifts to my eyes.
This is plenty. This is more than enough.
Cântico de Setembro
nascida 19.6.32 - deportada 24.9.42
Indesejada talvez tenhas sido, intocável
não foste. Não esquecida
ou ignorada quando o momento chegou.
Como era de prever, morreste. As coisas foram andando,
de modo adequado, para esse fim.
Só que tanto Zyklon e cabedal, patenteado
terror, tantos gritos de rotina.
(Eu compus
uma elegia para mim é
verdade)
Setembro engorda com as vinhas. Rosas
nevam da parede. O fumo
de fogos inofensivos deriva até aos meus olhos.
Isto é tanto. Isto é mais que suficiente.
12.18.2009
Mármore, Vitral
— was bleibet aber
estilhaços de uma mente misturada
com um segundo caos. se houvesse quem
me falasse
da torre de Hölderlin,
da cidade destruída. e sozinho sta.
pois caótica é a ordem até que das janelas
os vitrais brilhem com o Sol. a Grécia
é luz velha. colher flores;
adónises, que importa? o fogo do inferno
na aurora, calmo, tocou-me as pálpebras,
e o valor está na lei — aquilo que restará
não bastaria. é um vidro quebrado
que brilha no chão. A grécia
está longe, do arquipélago, temos os nomes da plêiade
apagada no céu. Nomes nus,
se à distância ainda brilham estilhaços
de belo vitral duma mente,
canto adoneus se
houvesse água duma fonte branca,
recusaria. star sozinho,
a memória do Éden, seja mentira.
é mentira a memória quebrada. Conta-se
que houve uma vez um homem
que se salvou a si próprio do pântano
que se puxou pelos próprios cabelos. E quem
não puxará o mais belo dos retornos? A Grécia
é difícil. cantarolar com uma língua
de fogo, o sonho derrete-se gelado e em luz.
eu digo um nome para dizer
o outro. o que é que eu fiz?
começa, vê quem te acompanha.
onde estão os teus amigos?
escavei uma palavra, podei-lhe a palavra,
corri a via negativa. no fundo
sta o divino vitral. mas
de que profundezas virás tu, Deus-Sol,
quando a neve nos cobre os narcisos
e as nuvens são a noite do mundo?
mas com relâmpagos se queimam retinas.
só há um remédio para os equinócios,
deus-da-Páscoa, cantar a beleza de Chartres,
sub-rosa suspiros fixar nas retinas
dos olhos dos mortos que vêem o nada, dos vivos
que vêem a luz
dos seus deuses e cegam,
que viram ideias no eco das rimas e cantam.
estilhaços de uma mente misturada
com um segundo caos. se houvesse quem
me falasse
da torre de Hölderlin,
da cidade destruída. e sozinho sta.
pois caótica é a ordem até que das janelas
os vitrais brilhem com o Sol. a Grécia
é luz velha. colher flores;
adónises, que importa? o fogo do inferno
na aurora, calmo, tocou-me as pálpebras,
e o valor está na lei — aquilo que restará
não bastaria. é um vidro quebrado
que brilha no chão. A grécia
está longe, do arquipélago, temos os nomes da plêiade
apagada no céu. Nomes nus,
se à distância ainda brilham estilhaços
de belo vitral duma mente,
canto adoneus se
houvesse água duma fonte branca,
recusaria. star sozinho,
a memória do Éden, seja mentira.
é mentira a memória quebrada. Conta-se
que houve uma vez um homem
que se salvou a si próprio do pântano
que se puxou pelos próprios cabelos. E quem
não puxará o mais belo dos retornos? A Grécia
é difícil. cantarolar com uma língua
de fogo, o sonho derrete-se gelado e em luz.
eu digo um nome para dizer
o outro. o que é que eu fiz?
começa, vê quem te acompanha.
onde estão os teus amigos?
escavei uma palavra, podei-lhe a palavra,
corri a via negativa. no fundo
sta o divino vitral. mas
de que profundezas virás tu, Deus-Sol,
quando a neve nos cobre os narcisos
e as nuvens são a noite do mundo?
mas com relâmpagos se queimam retinas.
só há um remédio para os equinócios,
deus-da-Páscoa, cantar a beleza de Chartres,
sub-rosa suspiros fixar nas retinas
dos olhos dos mortos que vêem o nada, dos vivos
que vêem a luz
dos seus deuses e cegam,
que viram ideias no eco das rimas e cantam.
12.16.2009
Lawmaking
I speak the stones, and when your tone
is sorrow, I pin the rain all gravity is slain
tomorrow you'll disbelieve the bridge, your hand
enchant my ribs my larynx' ridge, a wall
of orichalcum round the lungs and salt
is treasure, barren measure keeping hazy
tenure my leal margraves tame
and fend off faithful light, and me you slight
to take a less assurance! the given errands
were to keep the sky, the moves of moons,
a distant sight to drain, make war remain
a tale of apparitions, of manure deep you need to dig
and mix, combine the roots. if what I tell are lies
let lies be blue forever, a sequel worthy of the dust
each whisper tessellae and the brain mosaic;
if speaking you unfound the truth, can no more touch
the ground but rather drown in voices, let me they call
the banquet of the evening, the folly of the fountains;
if what you hear's the silence of the temples,
speak stainèd glass till all their darkness echoes.
is sorrow, I pin the rain all gravity is slain
tomorrow you'll disbelieve the bridge, your hand
enchant my ribs my larynx' ridge, a wall
of orichalcum round the lungs and salt
is treasure, barren measure keeping hazy
tenure my leal margraves tame
and fend off faithful light, and me you slight
to take a less assurance! the given errands
were to keep the sky, the moves of moons,
a distant sight to drain, make war remain
a tale of apparitions, of manure deep you need to dig
and mix, combine the roots. if what I tell are lies
let lies be blue forever, a sequel worthy of the dust
each whisper tessellae and the brain mosaic;
if speaking you unfound the truth, can no more touch
the ground but rather drown in voices, let me they call
the banquet of the evening, the folly of the fountains;
if what you hear's the silence of the temples,
speak stainèd glass till all their darkness echoes.
Desdizendo os cómicos
Correm por aí os boatos que há quem queira contradizer o Aristófanes, e destronar o monsieur Ésquilo. Eh pá, é fácil descobrir o quanto eu gosto do Sófocles (duh), mas façam-me um favor e metam-me uma cópia da Oresteia nas mãos deste rapaz. Até porque ele faz anos, e dizem que até merece. Parabéns, João!
Tríptico inspirado pela Oresteia, de Francis Bacon. (que só para chatear fui ver hoje).
Tríptico inspirado pela Oresteia, de Francis Bacon. (que só para chatear fui ver hoje).
12.14.2009
Hölderlin & Estética
Já que todos os blogs têm subsecções, este a partir de agora também. Este post é da subsecção Daqui a 2 anos juro que releio no original.
Poesia, Linguagem, Deus, e Morte
Alguns textos que exploram a construção mútua destas ideias.
Em conclusão, queria voltar ainda por uma última vez à ideia central que desenvolvi nestas páginas. O Nome de Deus é o "Nome essencial", que constitui a origem de todas as línguas. Qualquer que seja o nome pelo qual Deus possa ser chamado ou invocado é sempre ligado a uma actividade determinada, como mostra a etimologia dos nomes bíblicos; apenas este Nome único não se refere a actividade nenhuma. Para os cabalistas este não tem um "significado" na acepção comum, não tem um significado concreto. O facto de que o Nome de Deus não tenha um significado indica a sua posição no centro da revelação, que é nele mesmo fundada. Por detrás de qualquer revelação do sentido na linguagem e, ainda, como notaram os cabalistas, na Torah, há um elemento que vai para além desse mesmo sentido e que, sozinho, o torna possível, um elemento que, sem ter ele mesmo sentido, confere sentido a todas as outras coisas. A palavra de Deus, que nos fala da criação e da revelação, é infinitamente interpretável e reflecte-se na nossa linguagem. Os raios - ou os sons - que nós recebemos dela são menos comunicações do que apelos. Não é a própria palavra a possuir significado, sentido e forma, mas sim a tradição da palavra, o seu mediar-se e reflectir-se no tempo. Esta tradição, que tem a sua própria dialéctica, pode ainda transformar-se e reduzir-se a um leve, imperceptível sussurro, e podem até haver épocas, como a nossa, nas quais nada mais possa ser transmitido, e onde a tradição se silencia.
A grande crise da linguagem que vivemos consiste portanto no facto de que o último pedaço deste mistério - o mistério que em tempos teve morada na linguagem - nos ilude completamente. Os cabalistas insistiam que a língua pudesse ser falada em virtude do Nome que nela está presente. Mas qual será a dignidade de uma linguagem da qual Deus se retirou? Esta é a pergunta que deve ser posta por quem ainda acredita entender na imanência do mundo o eco da palavra da criação, por esta altura já desaparecida. É uma pergunta à qual, no nosso tempo, podem responder talvez apenas os poetas, que não partilham do desespero nutrido por quase todos os místicos nos seus confrontos com a linguagem. Uma coisa, porém, resta necessariamente aos mestres da Qabbalah, até quando lhe recusam as formulações teológicas por serem ainda demasiado explícitas: a fé na linguagem como um absoluto, mesmo que esteja já dialecticamente cortado, a fé naquele mistério que na linguagem se tornou inaudível.
-1
A afirmação escondida é a que afirma a impossibilidade de escrever poesia depois de Auchswitz. Paul Celan faz um esforço consciente para a refutar. A poesia torna-se uma elegia à própria linguagem. À luz de continuidade temática, cito a este respeito um poema dedicado a Hölderlin.
Tübingen, Janeiro
Olhos con-
vertidos à cegueira.
A sua -- "são
um enigma as puras
origens" --, a sua
memória de
torres de Hölderlin flutuando no esvoaçar
de gaivotas.
Marceneiros afogados visitando
estas
palavras a afundarem-se:
Se viesse,
se viesse um homem,
se viesse um homem ao mundo, hoje, com
a barba de luz dos
patriarcas: só poderia,
se falasse deste
tempo, só
poderia
balbuciar balbuciar
sempre, sempre,
só só
("Pallaksch. Pallaksch.")
-2
Mas Celan não foi o único, obviamente, a questionar-se acerca da possibilidade da linguagem, da poesia, e por conseguinte do papel dos poetas: aliás Heidegger é famoso por se lançar fortemente ao tema. Aqui um excerto dum seu ensaio sobre Hölderlin, “Hölderlin e a Essência da Poesia”. Juntos formam uma trindade inevitável neste tema.
Hölderlin escreve poesia acerca da essência da poesia - mas não no sentido de um conceito válido intemporalmente. Esta essência da poesia pertence a um tempo determinado. Mas não num modo tal que se conforme meramente a este tempo, como a um tempo que está já em existência. O que se passa é que Hölderlin, no acto de estabelecer a essência da poesia, determina primeiro um novo tempo. É o tempo dos deuses que fugiram e do deus que vem. É o tempo indigente, porque jaz sob uma ausência dupla e sobre um Não duplo: o Já-não dos deuses que fugiram e o Ainda-não do deus que vem.
A essência da poesia, que Hölderlin estabelece, é histórica ao mais alto nível, na medida em que antecipa um tempo histórico; mas como uma essência histórica é a única essência essencial.
O tempo é indigente e portanto o seu poeta é extremamente rico - tão rico que muitas vezes preferiria relaxar nos pensamentos daqueles que já foram e preferiria apenas dormir neste aparente vazio. Mas mantém-se firme no Nada desta noite. Enquanto o poeta permanece assim por ele mesmo no isolamento supremo da sua missão, modela a verdade, indirectamente e portanto verdadeiramente, para o seu povo. A sétima estrofe da elegia "Pão e Vinho" fala-nos disto. O que até agora só nos foi permitido analisar intelectualmente, é nela expresso poeticamente.
-3
Mas nós, amigo, chegamos demasiado tarde. Certo é que os deuses vivem,
Mas acima de nós, lá em cima, noutro mundo.
Aí o seu domínio é infinito e parecem não se importar
Se estamos vivos, tanto nos querem poupar.
Pois nem sempre pode um frágil vaso contê-los,
O homem apenas algum tempo suporta a plenitude divina.
Depois toda a nossa vida é sonhar com eles. Mas os erros,
Tal como o sono, ajudam, e a necessidade e a noite fortalecem,
Até que haja suficientes heróis, criados em berço de bronze,
De coração corajoso, como dantes, semelhantes aos Celestiais.
Depois eles chegam, trovejantes. Entretanto penso por vezes
Que é melhor dormir do que estar assim sem companheiros,
Nem sei perseverar assim, nem que fazer entretanto,
Nem que dizer, pois para que servem poetas em tempo de indigência?
Mas eles são, dizes, como sacerdotes santos do deus do vinho
Que em noite santa vagueavam de terra em terra.
- 4
e um outro poema,
Os Poetas Hipócritas
Vós frios hipócritas, não falai dos deuses!
Vós sois racionais! Não acreditais em Helios,
Nem no Trovejante, nem no Deus do Mar;
Morta está a Terra, o que temos nós a agradecer-lhe?
Confiai, ó deuses! Vós dais beleza ao canto
mesmo quando do vosso nome a alma já fugiu e se dispersou.
E quando se precisa duma grande palavra,
Mãe Natureza, ainda se pensa em ti.
- 5
Noutro ensaio, “Para que servem poetas?”, Heidegger refere-se uma vez mais ao papel da poesia, embora por um ângulo diferente, mas chegando essencialmente à mesma conclusão.
Os poetas são mortais que, cantando ardentemente o deus do vinho, se apercebem das marcas dos deuses fugitivos, que lhes seguem os vestígios, e que portanto traçam aos restantes mortais o caminho para a viragem. O éther, porém, apenas no qual os deuses são deuses, é a sua divindade. O elemento deste éther, aquele no qual até a própria divindade está presente, é o sagrado. O elemento do éther para o qual a vinda dos deuses fugitivos, o sagrado, são os vestígios dos deuses fugitivos. Mas quem tem o poder de se aperceber, de traçar tal vestígio? Os vestígios a maior parte das vezes não chamam à atenção, e são sempre o legado duma directiva que quase não é adivinhada. Ser poeta em tempo de indigência quer dizer: tratar, cantando, dos vestígios dos deuses fugitivos. É por isso que o poeta no tempo da noite do mundo pronuncia o sagrado.
- 6
E é tudo.
1 - Gershom Scholem, Il nome di Dio e la teoria cabbalistica del linguaggio, Adelphi, tradução para o italiano de Adriano Fabris, para o português minha.
2 - Paul Celan, tradução de João Barrento na antologia Sete Rosas Mais Tarde, edições Cotovia
3- Martin Heidegger, Hölderlin and the Essence of Poetry, na tradução de Werner Broch, na antologia Critical Theory since 1965
4 - Friedrich Hölderlin, Pão e Vinho, sétima estrofe, na tradução de Maria Teresa Dias Furtado, em Elegias, da Assírio e Alvim
5 - Friedrich Hölderlin, Die Scheinheiligen Dichter, tradução minha
6 - Martin Heidegger, “What are Poets For?”, na antologia Poetry Language and Thought, traduzido para inglês por Albert Hofstadter e para português por mim
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